O ANTÍDOTO
Não é preciso dizer o quão falido está o Sistema Educacional Brasileiro! Possui problemas que ultrapassam os muros da escola e outros que estão profundamente enraizados em sua estrutura.
Se por um lado temos uma série de deficiências presentes nas estratégias desenvolvidas em sala de aula pelos professores, muitos deles despreparados e desmotivados, além de mal remunerados, por outro temos a falta de condições e ambientação adequada ao pleno desenvolvimento das capacidades cognitivas dos alunos, processo decorrente, muitas vezes da desigualdade social e do desinteresse do Estado.
Estes fatores só tendem a agravar um problema maior que é a evasão escolar, o que contribui não somente para o desinteresse do jovem pelo estudo, como também para o surgimento de situações marginalmente conflituosas com a sociedade estabelecida.
Acrescente-se a esse panorama o baixo desempenho do Brasil nas avaliações internacionais dos alunos de ensino fundamental, deixando o país em situação constrangedora.
Em razão disso o governo federal, numa tentativa de mudar este quadro caótico, lançou o PDE-Plano de Desenvolvimento da Educação, cujo intuito é reformular o Sistema Educacional Brasileiro que, há décadas, sofre com a ausência e a inércia do Estado. O PDE foi apelidado pela mídia de “PAC da Educação”, uma analogia ao Plano de Aceleração do Crescimento anunciado pelo governo em meados de janeiro.
O PDE ou PAC da Educação traz uma proposta com 42 pontos de mudanças e tem medidas que abrangem desde a alfabetização de jovens e adultos até a educação superior. No entanto, prioriza a educação básica que inclui os ensinos fundamental e médio.
Através deste programa o governo pretende:
-investir na capacitação continuada de professores;
-duplicar o número de vagas nas universidades federais;
-informatizar todas as escolas da rede pública;
-melhorar a qualidade do transporte escolar infantil;
-criação do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), entre outros itens.
Mesmo sem conhecerem todas as propostas do PDE, representantes de entidades educacionais estão otimistas. Eles acreditam que será possível melhorar os índices da educação brasileira, principalmente no ensino básico.
Segundo o governo serão necessários oito bilhões de reais para a implementação de todas as propostas, com conclusão programada para o fim de 2010.
A grande dúvida é se este projeto será capaz de reverter esta situação em que se encontra nosso sistema educacional, ou será apenas mais um ralo por onde o dinheiro público possa escoar?
Escrito por Letras às 11h07
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